A taxa de mortalidade anual por Doença Vascular Cerebral por milhão de habitantes era em 1997 em Portugal de 2050, número que se destaca negativamente face aos 1000 da média Europeia e aos 500 da França e da Suíça . Salienta-se aqui também a importância dos A.I.T. (Acidentes Isquémicos Transitórios) episódios súbitos de perda da função geral do S.N.C. (Sistema Nervoso Central) atribuíveis a déficit circulatório e que têm uma duração inferior a 24 horas. O risco de A.V.C. após A.I.T. é de 30% aos 5 anos. A importância desta patologia é inegável e contrasta com a relativa indiferença, ou fatalismo, com que durante muito tempo foi encarada. A este propósito foi, é, e será determinante a declaração de Helsinborg de 1995 em que se reconhece o impacto da doença vascular cerebral na saúde a nível Europeu, e onde foram delineadas estratégias e medidas para lutar contra esta patologia. No âmbito desta estratégia tem sido chamada a atenção do poder político para os custos sociais e económicos, e à sociedade civil convidando-a através das organizações criadas ou a criar (O.N.G.s) a contribuírem para a melhoria da situação. O envelhecimento progressivo das populações fará destas doenças o principal problema de saúde pública dos próximos anos. Destacamos aqui as doenças cerebro-vasculares e a insuficiência venosa crónica porém, muitas outras doenças não menos importantes poderíamos aqui referir como as arterites ou a arteriopatia crónica obliterante dos membros inferiores não menos incapacitantes. |
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Importância clínica
| Principais Doenças | Diagnóstico
| Terapêutica | USV
| Avaliação |